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 espetáculos 

Nesta primeira edição, dramaturgias: as relações entre pai e filho, uma mulher que, entre o samba e o flamenco, se empodera, as reflexões de uma mulher do século XX e as histórias de um viajante que acaba sendo construído por elas. Quatro solos. A potência da cena sendo contada por um só um indivíduo reflete as texturas de uma sociedade onde estamos cada vez mais isolados com nossos dilemas e questionamentos. Aquilo que deparamos na rotina cada vez mais atropelada é, nos palcos, lançado aos olhos do mundo. É do encontro que é feito o teatro e temas reais podem se tornar coletivos mesmo quando um único intérprete se coloca em cena. A voz é plural. Os espetáculos têm pontos em comum, linhas que se cruzam, mas não necessariamente dialogam em totalidade. Falam de gente, de nós, nossas lidas, vidas que não são perfeitas, identidades que se revelam, luzes que se acendem.

A CULPA

“No mundo de Kafka, a história é o que é: a realidade como é retratada.” (BEGLEY, 2010:178)

A Culpa é um mergulho na alma do homem moderno. Um mergulho sem volta. No texto Carta ao Pai, do escritor tcheco Franz Kafka (1883-1924), não há personagens ficcionais. O autor expõe suas intempéries, gostos e desgostos, admoestações, sentimentos e emoções para com seu pai, um homem de postura rígida e marcante. O que poderia ser um grande desabafo se torna uma das grandes reflexões do século XX. 

Intérprete: Luiz Carlos Cardoso | Texto: Franz Kafka | Direção: Carlos Ola | Direção de movimento: Jeremias Schaydegger | Trilha sonora: João da Paula Junior | Realização: Grupo Anônimos de Teatro

EMILY

Emily Dickinson escreveu milhares de poemas em vida, mas apenas uma pequena parte deles foi publicada e com grandes alterações de formato. A poetisa norte-americana costumava escrever com frases e títulos curtos, geralmente utilizando a meia rima, em um estilo diferente do adotado na poesia da época. Na peça, Emily recebe os espectadores no quintal de sua casa. Às visitas, conta histórias de sua vida, seus relacionamentos familiares e principalmente de ser amor pelas palavras.

Intérprete: Amanda Malta | Texto: William Luce | Direção: Mário Ferreira | Realização: Cia. Solo de Teatro

BOM SUJEITO

Quarta-feira de cinzas e uma mulher remexe as memórias do carnaval recém-finado. Faltam minutos para subir no tablado e o vestido ganha vida. Véspera de carnaval e uma mulher prepara-se para o breve alívio de um ano inteiro. Uma mulher dança com a própria cauda. Uma mulher dança com o próprio rabo. Uma mulher dança com um vestido. Uma mulher dança sem o vestido. Uma mulher dança. Um oceano derrama-se entre o flamenco e o samba. Um oceano derrama-se dos quadris. Um oceano ruge em taróis e cajones. Palmas e tamborins. Uma mulher no meio do oceano. Amores fugazes, solidões permanentes; amores eternos, solidões efêmeras. Quem é você?, quem é ela? O baile começa. O baile acaba. Quem não gosta de flamenco, bom sujeito não é.

Intérprete: Ivna Messina | Dramaturgia: Ivna Messina | Direção: Fernando Marques | Trilha Sonora: Letícia Malvares e Roberto Monteiro | Realização: Isso Não é Flamenco

VIAJANTE

Uma mulher costura pássaros de pano na praça de sua cidade enquanto espera. Um pai despede-se do filho que parte na porta da sala de embarque de um aeroporto. No interior de um táxi, um homem especula sobre quando foi que perdeu o fio da meada de sua própria; um artista de rua, desses que ficam nos sinais de trânsito das cidades grandes, conta como foi que deixou de esperar pelo porvir. Entre todos eles, apenas um ponto em comum: um viajante que, ao longo de suas andanças, cruza seu caminho com cada um deles e reúne, em si, suas histórias.
 

Intérprete: Luiz Carlos Cardoso | Dramaturgia e direção: Fernando Marques | Realização: Companhia Do Outro

revoada
ESPETÁCULO CONVIDADO

Revoada apresenta um paralelo entre o comportamento dos homens e dos pombos, um retrato animalesco do modo de existir contemporâneo. Pombos, assim como os seres humanos, se aglomeram nos espaços urbanos, revoam pelas ruas, praças e monumentos e chegam a obedecer a rotina da urbis. Na montagem, os intérpretes irão performar seres que transitam entre o pássaro, a peste urbana – e o humano, os corpos irão carregar características que se alternam entre humanas e animais para dar origem a um terceiro corpo, nem bicho e nem gente, meio animal e meio humano.

Dramaturgia e direção: Carla van den Bergen, Fernando Marques e Nieve Matos | Realização: Grupo Z de Teatro e Repertório Artes Cênicas e Cia. | Espetáculo montado com recursos do Funcultura a partir do edital 024/2018 da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo.

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